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Campanhas Municipais 2016: novo cenário para o Marketing Político e Eleitoral

A espiral da insatisfação com o sistema político evidenciada principalmente a partir das jornadas de junho de 2013 coloca as velhas técnicas de conquista do voto nas eleições em xeque. Aumenta-se a complexidade das ideias em disputa, partidos e candidatos catch-all são cada vez mais improváveis, período eleitoral reduzido, fim do financiamento pelas empresas, apatia dos eleitores generalizada e motivações particulares cada vez mais determinantes para a conquista do voto. Este é um cenário bastante promissor para os profissionais de marketing político e eleitoral.

Se nós tivéssemos apenas que encontrar as melhores oportunidades para se vencer uma eleição com as ferramentas que temos à disposição, já seria difícil o suficiente, porém sempre temos outras variáveis que agravam estas dificuldades sem serem inerentes: assessores, famílias, financiadores, o candidato, seus aliados entre outros que atuam contra a concepção do plano de marketing.

Em tempos de intensificação das interações sociais promovidas pelas novas tecnologias de comunicação a conquista de mentes e corações demandam ideias cada vez mais complexas e precisas. Não basta defender uma saúde melhor, é necessário que os eleitores imaginem quando, como e onde, e, principalmente, que seu candidato tem expertise e razão para alcançar o resultado prometido.

A opção catch-all, teorizada principalmente por Otto Kirchheimer na qual os partidos e candidatos preferem oferecer ao eleitorado uma plataforma de propostas que traduzem a média do anseio do eleitorado medido pelas pesquisas, tende a entrar em decadência no Brasil com a redução do poderio financeiro e do tempo de exposição em rádio e TV que acachapavam os demais concorrentes pela asfixia financeira e propaganda nos meios de massa.

Ideias, interações e cenários cada vez mais complexos e dinâmicos, tempo de disputa reduzido e recursos financeiros escassos são algumas das razões pelas quais os consultores devem ficar mais animados para as eleições 2016 e as seguintes. Se por um lado teremos ainda menos recursos em termos nominais para pagar nossas atividades, certamente este cenário implicará aos projetos políticos uma condição de sobrevivência ímpar onde cada vez menos destes sobreviverão sem a orientação profissional para conduzirem seus percursos. O futuro nos guarda uma reserva percentual maior em qualquer orçamento político e, o melhor, o marketing político será vital.

Sobre Juliano Sebastian

Consultor político, graduado em Comunicação Social e pós-graduado em História e Ciências Sociais. Gosto muito de samba, NFL, futebol, tecnologia e artes.