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Obama e Martin Luther King Jr: “i have a dream”

Ninguém nega que a trajetória de Obama pode rechear um livro de marketing político e eleitoral com cases de sucesso e neste segundo mandato parece que não será diferente. O primeiro presidente negro da história do EUA que fez um primeiro mandato transigente, sem desgastes desnecessários, preferindo melindrar os seus aliados mais progressistas e manter  a “regra Obama” que consistia em só enviar ao congresso o que tivesse chances reais de passar nas duas casas. As metas estabelecidas para o primeiro mandato foram todas alcançadas.

Mas este segundo mandato, ao que tudo indica, será bem diferente. Quando escolhe a associação à imagem de Martin Luther King estabelece sua pauta e aponta suas armas para o Partido Republicano em crise. O pastor King é símbolo da defesa irrestrita dos Direitos Sociais e incentivador da participação social nas discussões políticas e resistência política.

Os temas já elencados por Obama como código de armas, taxação pela emissão de carbono, código tributário, incentivos à economia, regulação do setor energético entre outros, são temas que não há possibilidade de consenso e a única via será a do embate. Para os democratas o momento ideal, para os republicanos um momento crucial que pode levá-los ao lado errado da balança política por um longo período. Para esta briga os democratas vão investir muito nas eleições legislativas de 2014 e aos republicanos restará acirrar o atual discurso em baixa, manter o atual capital político e esperar oportunidades para inverter o jogo.

Uma guerra nunca é boa para nenhum dos lados, mas Obama está certo de que é preciso enfrentar esta guerra para fazer um segundo governo ainda mais transformador. A imagem do pastor King será grande aliada, assim como os números da aprovação popular sobre os temas pautados para a guerra deste segundo mandato. Obama busca ser o herói de uma massa que está vendo seu país perder o espaço de protagonista mundial pelo conservadorismo fora de tom neste momento histórico. Progressistas, intelectuais, negros, imigrantes, pobres, idosos e classe média quem destes não pensaram ou disseram “i have a dream”, um país que cuide melhor dos seus cidadãos, um país mais acolhedor, um país sem inimigos, um país em guerra constante?

A central da campanha presidencial não foi desmontada e ao que tudo indica irá se transformar num base de mobilização popular para o enfrentamento de Obama contra republicanos.

Sobre Juliano Sebastian

Consultor político, graduado em Comunicação Social e pós-graduado em História e Ciências Sociais. Gosto muito de samba, NFL, futebol, tecnologia e artes.