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NO

O filme “No” conta a história do referendo de 1988, no Chile. No auge da pressão internacional pela democratização dos países da América Latina, Pinochet precisava de um novo oxigênio para sustentar a ditadura que comandou durante anos com todos os adjetivos inerentes ao totalitarismo agravado com extrema violência. O referendo perguntou à população se eles eram a favor ou contra a permanência de Pinochet no poder.

NO retrata diversas emergências. A emergência da democracia, da esquerda, do consenso de discurso político e do marketing político sucessivamente. O plebiscito foi estabelecido com as regras de um pressionado Pinochet e ambas as campanhas tiveram 15 minutos para o convencimento popular. O filme fala pouco da campanha derrotada, os sucessivos erros levaram a  campanha pela permanência do ditador, ao fim do plebiscito sem um discurso e derrotado. O discurso começou exaltando Pinochet e vai mudando de acordo com os resultados das pesquisas não encontrando a harmonia até o fim do plebiscito.

Embora pareça missão fácil, a campanha do “NO” foi uma conquista complexa. Economicamente significava competir contra a máquina, onde sempre se tem menos e os atores asfixiados pelo poder estatal. Movimentos de toda ordem reuniram-se na campanha do NO. Direita, centro, esquerda, grupos de minorias, famílias de desaparecidos e mortos pela ditadura, um cenário onde sentimentos dominavam. A complexidade se resolveu com a chegada do publicitário René Saavedra. Quando todos discutiam emocionalmente e assim se dividiam, Rene conseguiu unificar não só o grupo, mas todo Chile pela simplificação: NO, não queremos a ditadura.


Sobre Juliano Sebastian

Consultor político, graduado em Comunicação Social e pós-graduado em História e Ciências Sociais. Gosto muito de samba, NFL, futebol, tecnologia e artes.