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Breve resumo sobre a Democracia Cristã

O PSDC (Partido é resultado de uma corrente interna do antigo PDC que rejeitou a fusão com o PDS e o DEM. Surfando na crise dos partidos populistas, o PDC foi o partido que mais cresceu entre 1954 e 1965 quando passou de duas a 21 cadeiras no Congresso Nacional dividindo o posto de quarto maior partido do Congresso com o PSP (Partido Social Progressista) de Adhemar de Barros.

O período da origem da Democracia Cristã pós-Segunda Guerra justifica sua adesão ao liberalismo econômico cabendo sua distinção da socialdemocracia pela defesa de uma sinergia a partir de valores que unificassem e fortalecessem família, comunidade e trabalho promovendo uma maior pluralidade política.

A democracia cristã que vinha se organizando na Liga Eleitoral Católica (LEC) e ganhando repercussão principalmente pela revista “A Ordem” pode finalmente se legalizar como partido em 1945 com a queda de Getúlio Vargas e a possibilidade de se legalizar novos partidos. Eleitoralmente o PDC é fundado buscando ocupar os hiatos deixados por diversos setores da Igreja.

O PSDC é a ala do PDC que não aceitou a fusão com o PDS e o DEM. PHS, PSC, PTC, PTdoB, PSD e PRB possuem fortes laços ideológicos com a democracia cristã. As proximidades com a socialdemocracia não é apenas no campo econômico, Franco Montoro foi um dos maiores líderes do PDC e sendo um dos fundadores do PSDB garantiu a democracia cristã como um dos seus segmentos políticos.

O pensamento da democracia cristã reúne ideais conservadores, liberais e socialistas. Dos conservadores e liberais se difere por entender a necessidade de superação do capitalismo em busca de maior justiça social. E dos socialistas se difere por defender o liberalismo econômico, a democracia, a liberdade individual e a propriedade privada, além da filosofia pautada no cristianismo. Mas podemos concluir afirmando que a democracia cristã está mais comprometida com seus princípios éticos e morais como a divisão, solidariedade e caridade do que com sua plataforma econômica tendo muitos pontos comuns, por exemplo, com o socialismo democrático.

 

Características deste pensamento político cristão:

  • É defensor da democracia, dos direitos humanos, do Cristianismo e dos princípios defendidos por esta religião e pretende implantá-los na sociedade a ponto de pretender subordinar o Estado e a vida social à moral cristã;
  • Reconhece a autonomia da Igreja face ao Estado;
  • É defensor da colocação do Estado ao serviço do Homem (e não o Homem ao serviço do Estado);
  • É defensor do princípio do personalismo, do princípio da solidariedade e do princípio da subsidiariedade (ou princípio da livre associação ou da sociedade civil);
  • Reconhece o papel das comunidades intermédias e combate o centralismo estatal;
  • É defensor da família como célula fundamental da sociedade;
  • É defensor da liberdade, nomeadamente a de ensino, a de religião e a de escolha dos sistemas sociais;
  • É defensor do humanismo econômico, pretendendo implantar nas relações socioeconômicas os princípios e valores ético-morais cristãos e defendendo que é a economia que serve o Homem (e não o Homem a servir a economia e o lucro);
  • É defensor da reformulação do capitalismo, apoiando por isso uma profunda reforma na empresa, como a promoção da dignidade do trabalho, da participação dos trabalhadores na gestão da empresa e da distinção do lucro (uma legítima renumeração do capital investido na empresa) e do sobrelucro (os democratas cristãos defendem que este “lucro extra” deve ser distribuído equitativamente aos trabalhadores).

 

Fontes
COELHO, Sandro Anselmo. DEMOCRACIA CRISTÃ E POPULISMO: UM MARCO HISTÓRICO COMPARATIVO ENTRE O BRASIL E O CHILE.
Wikipédia

Sobre Juliano Sebastian

Consultor político, graduado em Comunicação Social e pós-graduado em História e Ciências Sociais. Gosto muito de samba, NFL, futebol, tecnologia e artes.