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Como um consultor político pode te ajudar

Doze responsabilidades de um consultor político em benefício da uma campanha eleitoral

Muitos líderes políticos que serão candidatos a cargos eletivos costumam ter dúvidas sobre o que especificamente um consultor político pode fazer por eles.

Como um consultor é inserido na campanha eleitoral? Quais suas funções e tarefas? Qual seu papel?

Abaixo, apresentamos uma lista de responsabilidades típicas de um consultor político. É importante ressaltar que, cada campanha funciona de um jeito específico e em alguns casos, o consultor pode cuidar de tudo. Em outros, de uma parte ou de um aspecto pontual .Não menos importante, existem situações em que o consultor apenas aconselha.

Buscamos nesse texto, apontar em um sentido mais amplo, as ações de um consultor político em uma campanha eleitoral.

O Consultor Político e suas áreas de atuação

1-Investigar o mercado eleitoral

A primeira ação é estudar o eleitorado cientificamente, tanto como um todo quanto nos segmentos mais relevantes. Para isso, o consultor pode usar todo o material disponível: pesquisas de opinião pública, grupos focais, dados estatísticos, registros eleitorais, informações históricas, estudos sociológicos, entrevistas em profundidade, informações e notícias da imprensa e emergentes psicossociais.

Também é necessário construir hipóteses sólidas sobre a psicologia coletiva dos eleitores, sobre suas necessidades, desejos, atitudes e comportamento político.

2-Analisar os candidatos rivais

A segunda ação é descobrir os pontos fortes, as fraquezas e as estratégias dos candidatos rivais. Para isso, o consultor deve estudar seus discursos, entrevistas com a imprensa, seus documentos políticos, seus antecedentes, sua filiação partidária e seus atos públicos, bem como pesquisas e grupos focais. É importante determinar com quais candidatos os votos estão sendo disputados e tentar antecipar os movimentos políticos desses concorrentes.

3-Auditar sua própria imagem

A terceira ação é investigar exaustivamente e objetivamente os pontos fortes e fracos da candidatura do candidato que o trabalho está sendo feito. Para esta tarefa, o consultor usa procedimentos semelhantes aos utilizados para o estudo do mercado e dos concorrentes. Essa ação ajuda a destacar os pontos fortes e a diminuir os pontos fracos.

4-Projetar a estratégia da campanha

A quarta ação é o ponto decisivo. Aqui se começa a ganhar (ou perder) uma eleição. Essa ação inclui os objetivos a serem alcançados, os públicos que serão impactados, a estratégia de marketing, o posicionamento, as questões de campanha, o plano de mídia e a gestão do tempo.

As 3 ações já mencionadas acima constituem a base para a construção da estratégia de campanha.

5-Construir personalidade pública do candidato e seu partido

O consultor, tendo elementos da imagem do candidato, trabalha a quinta ação em conjunto com outros especialistas na criação de sinais de identidade que o tornarão instantaneamente reconhecível e ao mesmo tempo vão melhorar a sua mensagem: logotipo, slogan literário, slogan áudio, música ou jingle , foto de campanha, códigos de notoriedade, estilo discursivo verbal, gama de cores e códigos gestuais.

6-Criar os textos básicos da campanha

A sexta ação é preparar discursos especialmente importantes, escrever textos para impressos e comunicados de imprensa, roteiros para rádio e televisão, mensagens para páginas da web,  e-mail marketing e todos os textos fundamentais para uma eleição. Usar as palavras certas é essencial na batalha eleitoral.

7-Ajudar a preparar as aparições públicas

A sétima ação é aconselhar o candidato a tirar o máximo proveito de suas entrevistas na imprensa, rádio e televisão, bem como em sua oratória em eventos públicos. Essa ação tem como principal objetivo melhorar a qualidade da comunicação com o público e  garantir que a mensagem atinja o objetivo.

8-Gerenciar as tarefas de publicidade

A oitava ação é realizada em conjunto com a agência de publicidade ou o produtor contratado para a campanha. Nessa ação é importante trabalhar os objetivos e estratégias da marca, propor idéias e supervisionar a produção de cartazes, folhetos, avisos de imprensa, spots de televisão, spots de rádio e sinalização de vias públicas. O consultor deve direcionar a publicidade de maneira a enquadrá-la nas estratégias gerais da campanha.

9-Direcionar tarefas de informação e relações públicas

A nona ação é desenvolvida junto com a equipe do candidato que trabalha nessa área. O consultor direciona atividades informativas e de conexão com a comunidade para fortalecer a estratégia geral. Isso ajuda na formação de membros da equipe.

10-Aconselhar nos aspectos organizacionais

A décima ação é quando o consultor contribui com sua experiência para melhorar a estrutura organizacional da campanha eleitoral.

11-Orientar em situações de crise

A décima primeira ação é ajudar o candidato a  enfrentar as crises políticas quase inevitáveis ​​em cada campanha. O consultor aconselha sobre como se defender contra ataques, como minimizar os danos e como fazer com que as agressões do adversário se tornem um boomerang contra ele mesmo.

12-Acompanhar a campanha

E, por último, mas não menos importante, o consultor deve acompanhar o desenvolvimento da campanha passo a passo. É necessário realizar avaliações periódicas do cumprimento dos planos e das ações dos adversários, fazer os ajustes e correções necessárias.

Tradução do texto do blog: Maquiavelo e Freud

Sobre Juliano Sebastian

Consultor político, graduado em Comunicação Social e pós-graduado em História e Ciências Sociais. Gosto muito de samba, NFL, futebol, tecnologia e artes.